Museu Virtual da Lusofonia ‘salta’ para plataforma Google Arts & Culture

2020-09-06
Fonte: Correio do Minho
Foto por: Universidade do Minho

 

O Espaço Lusófono e a Língua Portuguesa vão ficar a ser ainda mais conhecidos em todo mundo com a passagem do Museu Virtual da Lusofonia da Universidade do Minho para a plataforma da Google Arts & Culture. O projeto foi lançado em Braga, dia 4.
O Museu Virtual da Lusofonia, criado em 2017 pelo Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho (UMinho), vai dar um ‘salto gigante’, ao ser integrado na plataforma Google Arts & Culture. O lançamento oficial do projeto e do museu já na plataforma ‘Google’ teve lugar no passado dia 4, em cerimónia a realizada no Museu Nogueira da Silva, às 21 horas, e que contou com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.
O maravilhoso mundo da lusofonia passa a estar disponível a uma escala mundial e acessível a qualquer pessoa através da plataforma online da Google dedicada especialmente à Cultura e que trabalha com instituições culturais e artistas de todo o mundo. Moisés Martins, diretor do CECS da UMinho, é também responsável pela ‘ideia’ de construção do Museu Virtual da Lusofonia - um sonho antigo, com mais de 20 anos, que só em 2017 viria a ser concretizado, com o objetivo maior de “promover a cooperação académica, em ciência, ensino e artes no espaço dos países de língua portuguesa e das suas diásporas”.
Ao ser integrado na plataforma Google Arts & Culture, o Museu Virtual da Lusofonia profissionaliza-se”, indica Moisés Martins. “É a conversão de um projeto académico de uma universidade num projeto à escala de todos os países que falam a Língua Portuguesa”, afirmou, apontando para Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Angola, Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Timor-Leste enquanto países lusófonos, que se expandem ainda às regiões da Galiza, Macau e Goa e aos vários territórios das diásporas pelo mundo fora.
Este museu serve para o interconhecimento dos povos que falam a Língua Portuguesa, que têm um passado de colonização, um deles enquanto colonizador e os outros enquanto colonizados, que entretanto se fizeram independentes. Mas o passado pesa neles, porque a nossa memória é que faz, sempre, a nossa identidade”, sublinhou o Diretor do Museu Virtual da Lusofonia. “A centralidade do museu não é portuguesa, mas, sim, de todos os espaços que falam a Língua Portuguesa”.
Funcionando até aqui como uma espécie de repositório do trabalho de investigação que ia sendo realizado por doutorandos, com uma biblioteca com livros, artigos e coleções, o museu do CECS da UMinho transforma-se na plataforma Google, assumindo, sobretudo, a imagem como base. Daí que este seja, na realidade, “um museu vivo”, que vai sendo construído a partir daqui, com os registos videográficos, coleções fotográficas, musicais e artísticas, que dão a conhecer as ‘culturas’ do mundo lusófono.

Agosto 2020

 

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