«A Educação Sentimental dos Pássaros» de José Eduardo Agualusa

2019-04-07
Fonte: FNAC
Foto por: FNAC

 

Onze histórias deliciosas sobre a origem do Mal, da imaginação, dos anjos, dos demónios – e de pessoas quase normais. E onde a realidade se cruza com a ficção.
«A Educação Sentimental dos Pássaros» reúne onze contos, onze histórias, onze cenários – e onze possibilidades. Em comum têm uma mesma preocupação sobre a origem e a natureza do Mal. Como é que o pequeno Jonas se transformou em Savimbi? O que move a carreira política de Hillary? Os anjos e os demónios caminham entre nós e nem sempre se distinguem uns dos outros.
José Eduardo Agualusa é um autor do mundo, vive entre ideias, realidades, sonhos e medos: joga com as palavras, vira as probabilidades ao contrário. Às vezes as histórias aparecem-lhe enquanto dorme. Nunca sabe como terminará uma personagem que lhe surgiu mesmo que seja um anjo. Ou um demónio. Esta imprevisibilidade torna-o ímpar no panorama da Grande Literatura.
Já li e reli estes onze contos. Na minha opinião há uma ligação entre eles, ténue, como um fio invisível e quase divino. As personagens são de uma construção forte e nada próxima do banal. Não há banalidade na literatura de Agualusa.”
Patrícia Reis
O improvável e o fantástico rondam de perto estes 11 contos. Se quase todas as narrativas partem do insólito para enfatizar a riqueza do quotidiano, há duas, precisamente as de maior fôlego, que assumem um carácter mais confessional. No conto homónimo do livro, a sobreposição de vozes acentua a densidade de um conto que nos transporta para o interior da mente do histórico líder da UNITA. Na derradeira narrativa é Hillary Rodham, a toda-poderosa esposa de Bill Clinton, que serve de pretexto para uma incursão pelos meandros da psique feminina. O célebre caso Lewinsky, a ascensão ao poder, o vício da fama, tudo isto é rememorado por Hillary num tom íntimo e poético que nos soa sempre convincente.
Sérgio Almeida - Jornal de Notícias
Uma vez mais, José Eduardo Agualusa respiga nesta coletânea de contos, díspares no tempo e nos meios em que foram sendo conhecidas, personagens singulares, cheias de maravilha e encantamento. Agualusa doseia como poucos o apontar de dedo, a denúncia política (no que sobressai também a sua vertente de escrita jornalística e cronista), com um prazer de escrita (dele e nosso) plasmado numa boa disposição e humor recorrentes.
Pedro Teixeira Neves

 

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