Prémio Camões 2018 atribuído a Germano Almeida

2018-06-18
Fonte: República Portuguesa
Foto por: Wikipédia/ Leandro Müller

 

No seguimento da reunião do júri da 30.ª edição do Prémio Camões, que decorreu em Lisboa, no dia 21 de maio, o Ministro da Cultura anuncia que o Prémio Camões 2018 foi atribuído ao escritor cabo-verdiano Germano Almeida.
Germano Almeida nasceu na ilha da Boavista, Cabo Verde, em 1945. Licenciou-se em Direito, em Lisboa, e exerce advocacia. Estreou-se como contista no início da década de 80, colaborando na revista “Ponto & Vírgula”. A sua obra de ficção representa uma nova etapa na história literária de Cabo Verde. Está publicada em Portugal pela Caminho. O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo, do qual vários países compraram os direitos, encontrando-se já publicado no Brasil, em Itália, em França, na Alemanha, na Suécia, na Noruega e na Dinamarca. O filme de baseado nesta obra (O Testamento do Senhor Napumoceno) foi premiado no Brasil e no Paraguai.
Entre as suas obras, distinguem-se O dia das calcas roladas (1982); O Meu Poeta (1989); O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo (1991); A morte do meu poeta (1998); A Família Trago (1998); Estórias contadas (1998); Estórias de dentro de Casa; Dona Pura e os Camaradas de Abril (1999); As memórias de um espírito (2001); Cabo Verde – Viagem pela história das ilhas (2003); O mar na Lajinha (2004); Eva (2006); A morte do ouvidor (2010); De Monte Cara vê-se o mundo (2014).
O Prémio Camões, instituído por Portugal e pelo Brasil em 1989, é o maior prémio de prestígio da língua portuguesa. Com a sua atribuição, é prestada anualmente uma homenagem à literatura em português, recaindo a escolha num escritor cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento da língua portuguesa.
O júri da 30.ª edição do Prémio Camões foi constituído por Maria João Reynaud, Professora jubilada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal); Manuel Frias Martins, Professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Portugal); Leyla Perrone-Moisés, professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (Brasil); José Luís Jobim, professor aposentado da Universidade Federal Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Brasil); pelos PALOP, Ana Paula Tavares, poeta e Professora de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Angola); José Luís Tavares, poeta (Cabo Verde).

Maio 2018

 

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