Instituto do Mundo Lusófono vai ser "vitrina da lusofonia"

2018-01-07
Fonte: Notícias ao Minuto
Foto por: IMLus

O Instituto do Mundo Lusófono (IMLus) foi lançado, no passado dia 7 de dezembro, na universidade da Sorbonne, em Paris, e trata-se de uma plataforma que pretende ser uma "vitrina da lusofonia", disse a presidente do instituto Isabelle de Oliveira.

O Instituto do Mundo Lusófono, criado em finais de 2015, foi apresentado no primeiro Congresso da Lusofonia e da Francofonia, que e decorreu, em Paris, tendo como embaixadora a escritora Alice Vieira e como madrinha a deputada Maria de Belém Roseira. O instituto vai juntar parceiros económicos, universidades e agentes da cultura dos países lusófonos mas, para já, é apenas de uma plataforma digital e a sua sede física deverá ser inaugurada dentro de um ano em Paris, de acordo com Isabelle de Oliveira, que também organizou o congresso.
"Foi uma ideia, julgo eu, original, termos pela primeira vez em Paris uma vitrina da lusofonia à imagem de grandes institutos que existem na cidade de Paris, como o Instituto do Mundo Árabe. Eu julgo que nós, nesse aspeto, estávamos a pecar porque havia uma lacuna importante", explicou a responsável.
Isabelle de Oliveira sublinhou ser "importante que a cultura das comunidades lusófonas irradie também a partir de Paris" porque "Paris é a cidade da luz" e, simbolicamente, o Instituto do Mundo Lusófono vai ser o "IMLus".
A presidente do Congresso da Lusofonia e da Francofonia explicou, ainda, que o instituto pretende trabalhar em cooperação com instituições ligadas à francofonia.
"A importância deste congresso é estreitar a cooperação entre o espaço lusófono e francófono, frisar a vitalidade desses dois grandes espaços, são duas potências mundiais e fomentar debates sobre as perspetivas no futuro, nos projetos que já estão em curso e uma partilha também", continuou.
O lançamento do Instituto do Mundo Lusófono decorreu no grande anfiteatro da Sorbonne, na presença, nomeadamente, de Maria do Carmo Silveira, secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria Fernanda Rollo, secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, do músico António Vitorino de Almeida e da atriz Maria de Medeiros.
Maria do Carmo Silveira afirmou aos jornalistas que o Instituto do Mundo Lusófono vai ser "complementar a tudo aquilo que se tem feito ao nível da CPLP" e que é "um projeto muito interessante que virá naturalmente impulsionar não só a lusofonia como a francofonia".
"A criação deste instituto vem reforçar não só a relação de cooperação que já existe entre dois espaços linguísticos, a lusofonia e a francofonia, mas também criar um espaço de intercâmbio, de investigação sobre o aproveitamento de todo o potencial que representa o nosso espaço linguístico", considerou.
No discurso de abertura oficial do Congresso da Lusofonia e da Francofonia, Isabelle de Oliveira disse esperar que este evento "possa ser o lançar da primeira pedra de uma sólida construção de pontes entre estas duas potências mundiais: a lusofonia e a francofonia" e salientou que "a defesa da língua portuguesa na Europa e no mundo" é um "desafio cultural de primeiro plano".
"Até agora, as bandeiras da lusofonia e da francofonia têm sido erguidas bem alto por esse mundo fora, por académicos, investigadores, artistas, agentes culturais, desportistas e, peço desculpa, muito mais que a classe política e alguns agentes da desinformação que andam aí a fazer de conta", referiu a professora universitária.

Dezembro 2017

Bookmark and Share