Angola e Rússia aprofundam cooperação económica

2017-06-08
Fonte: Macauhub
Foto por: Cortesia de cooldesign em FreeDigitalPhotos.net

O satélite angolano AngoSat pode entrar em órbita ainda este ano, anunciou o ministro da Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, em declarações proferidas em Luanda.

O ministro, que falava no final de uma reunião com o vice-primeiro-ministro da Federação Russa, Yury Trutnev, que o projeto está a decorrer dentro do calendário previsto, estando a construção do satélite quase a ficar concluída, de acordo com o Jornal de Angola.
José Carvalho da Rocha disse que o encontro serviu para passar em revista o nível de cooperação, particularmente os projetos que o sector tem estado a desenvolver com a Rússia, uma vez que há datas que foram acordadas e que precisam ser cumpridas.
O vice-ministro russo foi ainda recebido pelo secretário do Estado da Geologia e Minas, Miguel Bondo Júnior, que afirmou que os dois países pretendem desenvolver projetos tanto a médio como a longo prazo, nomeadamente em parceria com a Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) e a Empresa Nacional de Ferro de Angola (Ferrangol).
Ainda no passado dia 23 de maio, a Endiama e o grupo russo Alrosa assinaram, em Luanda, um contrato de investimento mineiro para viabilização do projeto diamantífero do Luaxe, bem como a escritura pública de constituição da Sociedade Mineira do Luaxe, cerimónia que contou com a presença do vice-primeiro-ministro da Federação Russa.
O presidente da Endiama, Carlos Sumbula, disse que o montante do investimento vai depender do estudo de viabilidade técnico-económico do projeto, a ser atualmente elaborado, que uma vez concluído vai ser seguido da fase de mobilização de financiamento no mercado.
Luaxe, que se situa na província da Lunda Sul, é considerado um dos maiores quimberlitos de Angola e dista cerca de 20 quilómetros da mina de Catoca, sendo esta a quarta maior do mundo.
O projeto Luaxe é uma concessão mineira que será participada pelas empresas Endiama e Alrosa, ambas com 8,0% cada, Sociedade Mineira de Catoca com 50,5%, Artcon com 23,3%, Makakuima com 5,2% e Kollur com 5,0%.

Maio 2017

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