Guiné-Bissau, único lusófono que melhorou no Índice de Liberdade Económica

2017-03-11
Fonte: Voa Português
Foto por: Wikipedia/Colleen Taugher

Os países africanos de língua portuguesa continuam na parte inferior do Índice de Liberdade Económica de 2017, da Heritage Foundation, divulgado no passado dia 16 de fevereiro.

Cabo Verde é o melhor colocado, na 116.ª. posição, com 56,9 pontos em 100, no grupo de economias maioritariamente não livres, mas foi aquele que teve a maior queda em relação a 2016.
No ano passado, o arquipélago ocupou a 57.ª. posição, o que, segundo os autores do estudo se deve ao facto de se ter beneficiado “da manutenção da moderada estabilidade monetária e de uma relativamente elevada abertura de mercado que facilitou as trocas comerciais e investimento" externo.
Entretanto a Heritage Foundation diz que o país repeita os benefícios para a economia de “um quadro jurídico sólido e transparente”.
A Guiné-Bissau é o único lusófono que subiu, passando do lugar 145 para 119, embora o "dinamismo do sector privado continue constrangido".
O relatório aponta no entanto para as “limitadas tentativas de reforma estrutural” que geraram um progresso “desequilibrado no desenvolvimento económico”.
Com 55,4 pontos em 100, São Tomé e Príncipe surge na 124.ª posição, ainda no grupo de países maioritariamente não livres.

Moçambique e Angola na cauda
As duas maiores economias lusófonas em África também desceram e integram o grupo de economias reprimidas.
Com 49,9 pontos, Moçambique está no lugar 158, enquanto Angola obteve 48.5 pontos, ocupando a 165.ª posição.
As reformas para incentivar o desenvolvimento em Moçambique são consideradas positivas, de acordo com o estudo que, no entanto, considera que “o progresso tenha sido muito gradual" e que a privatização das empresas estatais abrandou.
O grande choque estrutural resultante da queda dos preços do petróleo” foi apresentado como a principal causa da queda de Angola e a sua manutenção na cauda do Índice de Liberdade Económica, que ainda alerta para a incerteza das receitas do petróleo.
Quanto aos demais países lusófonos, Portugal caiu 13 lugares e agora ocupa o 77.º, no grupo dos maioritariamente livres, enquanto o Brasil desceu da 122.ª para a 140.ª posição.
O documento aponta como causas para esta queda a crise política e a redução dos preços.
O país pior classificado é Timor-Leste, na posição 173.
O Índice de Liberdade Económica diz, no entanto, que a liberdade económica avançou na maioria dos países do mundo durante o ano passado.
A nível global houve um aumento de 0,2 ponto para um nível recorde de 60,9 na escala 0-100.
No índice 2017 em que estão 186 países, 103 países, a maioria dos quais são economias menos desenvolvidas ou emergentes, apresentaram avanços na liberdade económica.

Fevereiro 2017

Bookmark and Share