Angola retoma crescimento em 2017, afirma FMI

2016-12-13
Fonte: Macauhub
Foto por: Wikipedia/ David Stanley

O crescimento da economia de Angola deverá aumentar para 1,25% em 2017, depois de 2016 representar um ano de crescimento nulo, reflectindo a recuperação do sector não petrolífero, de acordo com um relatório quarta-feira divulgado em Washington pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

O mesmo relatório, que dá conta dos resultados da missão de 2016 ao abrigo do Artigo IV, adianta que a taxa de inflação deverá aumentar ate ao final do ano para 45%, antes de decrescer para uma taxa de 20% em 2017, em resultado da aplicação de condições monetárias mais restritivas e de uma moeda nacional mais estável.
As perspetivas a médio prazo são de uma recuperação gradual da atividade económica, embora existam riscos, entre os quais um declínio adicional nos preços do petróleo e atrasos na aplicação das reformas estruturais necessárias à promoção da diversificação económica”, pode ler-se no documento.
A missão do FMI liderada pelo economista Ricardo Velloso adianta que não obstante as medidas adotadas no sentido de mitigar o impacto do declínio dos preços do petróleo, que permitiram melhoria significativa no saldo fiscal primário não petrolífero e da desvalorização do kwanza relativamente ao dólar, “são necessárias medidas adicionais para prosseguir o ajustamento à nova realidade dos mercados internacionais do petróleo.”
O documento informa que as ações do governo para controlar a despesa pública compensaram parcialmente o impacto dos menores preços do petróleo sobre as contas fiscais, esperando-se que o défice fiscal global atinja cerca de 4,0% do PIB em 2016.
No entanto, a dívida pública deverá vir a exceder 70% do PIB no final de 2016, refletindo a desvalorização da taxa de câmbio além do défice fiscal projetado”, pode ler-se, defendendo os técnicos do FMI que o governo de Angola deveria procurar alcançar um défice fiscal não superior a 2,25% do PIB para 2017.

Novembro 2016

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