Soluções de Edge Computing são os cérebros por trás da Internet das Coisas

2017-06-08
Fonte: CIO/ Raymundo Peixoto
Foto por: Cortesia de andongob em FreeDigitalPhotos.net

A explosão de dados gerada por dispositivos de Internet das Coisas (IoT) vai exigir que muitas das informações que hoje estão armazenadas na nuvem voltem a ser realocadas na borda da rede. Isso porque, atualmente existe uma demanda por processamento em tempo real, capaz de dar respostas ágeis que sejam relevantes à operação e à tomada de decisão.

Para aproveitar todo o potencial da IoT, os dados devem ser processados, armazenados e analisados mais perto do usuário final. A melhor forma de conseguir isso, é levando o potencial até a borda da rede, ou seja, fazendo uso de soluções de computação na borda da rede (Edge Computing) como o cérebro por trás da IoT.
A Edge Computing, em sua forma mais simples, aproxima a computação do usuário, colocando o armazenamento na "borda" da rede. Com as soluções de borda, não é mais necessário transferir uma grande quantidade de dados para processamento em um
Data Center na nuvem, por exemplo, para depois trazer esses dados decodificados. Por meio de soluções locais que respondem mais rápido, a Edge Computing leva a uma experiência de melhor qualidade com tempos de resposta mais rápidos para os usuários finais.
E qual a melhor forma de implementar soluções de borda? Há quem tente fazer isso por conta própria, explorando uma variedade de tecnologias e esperando que elas possam ser combinadas em uma solução viável. No entanto, alguns pontos devem ser observados para criar uma estrutura de Edge Computing, considerando locais e condições variáveis, de modo rápido e seguro.
Os MDC (data centers modulares) já existem há algum temo. Eles são mais conhecidos por seu uso em ambientes escaláveis, onde os fornecedores de cloud compram grande volume de racks para seus data centers centralizados e os utilizam em um modo que diminui o “time to market” (tempo entre a análise de um produto e sua disponibilização para o mercado), com TI, capacidade e refrigeração contidos dentro de uma solução modular.
No entanto, com o advento do IoT, surgiu a necessidade de adquirir módulos menores — os micro MDC — e posicioná-los rapidamente quando a capacidade de processamento de dados for necessária, enquanto ainda alcança as mesmas metas de time to market. As principais características a serem observadas ao adquirir uma solução MDC são:
1) Garanta a flexibilidade da solução independentemente do ambiente: Como os ambientes dos clientes não são todos iguais, procure soluções que ofereçam a flexibilidade necessária. A abordagem de "tamanho único" não funciona bem nesse caso. Por exemplo, verifique se a solução será usada em ambiente interno ou externo e se aproveitará ar natural; se será necessário usar tecnologias de refrigeração mecânica e como a solução será integrada à TI da empresa.
2) Construa uma infraestrutura aberta e ágil: Em se tratando de TI, encontre soluções que ofereçam a escalabilidade, agilidade e capacidade de gerenciamento necessárias para distribuir mais capacidade de processamento mais perto da borda. Ao mesmo tempo que a IoT cria novas oportunidades, ela também pode gerar dores de cabeça para os departamentos de TI à medida que os requisitos de carga de trabalho variam bastante. Uma maneira de atingir isso é escolher uma infraestrutura compatível com Redfish, um novo padrão aberto de gerenciamento que melhora a segurança e permite o gerenciamento de sistemas de fornecedores heterogéneos.
3) Capacite a lógica analítica na borda: Uma coisa é processar dados na borda, e outra é analisar os dados na borda. Os micro MDC devem ter a capacidade de executar lógica analítica localmente, perto dos dispositivos e sensores que geram dados para ajudar a identificar perceções de negócios mais rapidamente.
4) Acelere o time to value (tempo que vai da solicitação de um bem até a sua entrega): Os micro MDC não devem somente ser construídos de acordo com os requisitos específicos e incluir a opção de ser configurados com gateways de computação, storage, funcionamento em rede, capacidade e refrigeração e até IoT; eles também devem ser entregues na forma de uma solução pré-integrada. Isso garantirá instalação e time to value mais rápidos.
5) Gerencie a partir de uma só origem: Gerenciar as soluções de computação de ponta à medida que elas se espalham não é fácil. Para fazer isso com sucesso, os operadores precisam de soluções que ofereçam a capacidade de administrar e gerenciar, a partir de um só ponto de controle, vários MDC espalhados em operações diversas, além dos sensores de TI associados e Data Center.
6) Implante com confiança: Por fim, busque uma solução que possa ser implementada em localidades distintas, podendo contar com consultoria e suporte micro MDC em praticamente qualquer localização geográfica que seja exigida.
O Gartner estima que 8,4 mil milhões de dispositivos conectados estarão em uso já em 2017 e a expectativa é que esse número alcance 20,4 mil milhões até 2020. Está na hora de explorar como aproveitar ao máximo os dados no mundo altamente digital de hoje.

Junho 2017

 

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