Apple prepara-se para apostar forte em televisão

2017-04-10
Fonte: Notícias ao minuto/ Executive Digest/ Jornal de Negócios
Foto por: Apple

Há muito que circulam rumores sobre a alegada aposta da Apple em conteúdos de vídeo dignos de televisão. A contratação de Shiva Rajaraman, ex-executivo do YouTube e do Spotify, é a mais recente indicação que esta é um investimento da ‘empresa da maçã’ para o futuro.

De acordo com relatos de fontes próximas da empresa ao The Information, a Apple está atualmente a debater a forma como esse investimento pode tomar forma, com a possibilidade de vir a apostar na oferta de música, vídeo, séries de televisão, notícias e livros num único pacote de entretenimento e conteúdos.
Alegadamente, este serviço poderia ser ativado a partir do iPhone e utilizado em qualquer televisão ligada à internet. No que diz respeito a televisão, circularam rumores sobre os esforços (falhados) da Apple em negociar com cadeias televisivas, não se sabendo por enquanto como fará a Apple para convencer os seus seguidores.

Apple e Facebook aceleram realidade aumentada
A realidade aumentada é uma área tecnológica que atrai cada vez mais empresas. A Apple e o Facebook são duas das tecnológicas a reforçar a aposta neste campo, juntando-se a empresas como a Microsoft, que tem vindo a desenvolver os HoloLens.
O objetivo de todos estes players será criar uns óculos de realidade aumentada capazes de substituir o smartphone, de acordo com o Financial Times. Fontes citadas pela mesma publicação indicam que a Apple está a trabalhar num projeto desta área, de modo a que deixe de ser apenas um projeto científico e passe a ser um produto de consumo. O lançamento está a, pelo menos, um ano de distância.
O Facebook, por seu turno, está a investigar a tecnologia necessária para criar uns «óculos suficientemente pequenos para levar para qualquer parte», nas palavras de Mark Zuckerberg. O CEO da empresa considera ainda que o laboratório Oculus Research está a quebrar limites nas realidades aumentadas e virtuais.

Facebook e Google vão controlar 60% do crescimento da publicidade online
O Facebook e o Google detêm a maior percentagem das receitas publicitárias digitais e, segundo as estimativas da eMarketer, vão reforçar ainda mais a liderança neste segmento.
Segundo o mesmo estudo, citado pelo Financial Times, as duas empresas norte-americanas vão controlar 60% do crescimento da publicidade online.
Este segmento deverá crescer 16% para 83 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros) nos EUA e segundo a eMarketer as receitas de publicidade online do Google vão aumentar 15% e as do Facebook 32%.
Em 2015 as duas empresas terão sido responsáveis por 75% do total das receitas deste segmento, de acordo com Mary Meeker, do fundo Kleiner Perkins Caufield & Byers.
Aliás, vários analistas estimam que excluindo o Google e o Facebook a indústria terá mesmo registado quedas no primeiro semestre de 2016.
Com o aumento do tempo despendido pelos consumidores nos smartphones, as duas gigantes norte-americanas têm concentrado a sua estratégia no lançamento de novas soluções para dispositivos móveis.
O Google controla a larga maioria da publicidade dos motores de busca e deve reforçar o seu peso para 78% do total das receitas no mercado norte-americano.
"O domínio da Google na área da pesquisa, especialmente no segmento móvel, é em grande parte proveniente da crescente tendência dos consumidores a recorrerem aos seus smartphones para procurar tudo, desde os detalhes de um produto até direções", explicou Monica Peart, analista da eMarketer.
As previsões da consultora apontam para um crescimento das receitas de publicidade online do Facebook para 16,3 mil milhões de dólares (15,3 mil milhões de euros), ou 39% do mercado, ultrapassando assim a Google, o Yahoo ou o Twitter.
Este crescimento da rede social também vai ser impulsionado pelo reforço da expansão aos dispositivos móveis, em particular devido ao Instagram que deverá contribuir com 20% do total das receitas móveis do Facebook este ano. Em 2016 tinha contribuído com 15%.
A forte aposta em vídeos da empresa liderada por Mark Zuckerberg também tem contribuído para captar mais consumidores e anunciantes. "O vídeo, quer seja em direto ou não, é um factor chave para o envolvimento do utilizador e o entusiasmo do anunciante", comentou Monica Peart.
O Snapchat é principal concorrente do Facebook neste campo e segundo a mesma analista está preparada para um "crescimento explosivo", embora com menor dimensão, acrescentou.

Março 2017

 

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