Fusão na Índia cria um dos maiores operadores de telecomunicações do mundo

2017-04-10
Fonte: Jornal de Negócios
Foto por: Vodafone/Idea Cellular

A empresa que vai resultar da fusão entre a unidade da Vodafone na Índia e a Idea Cellular vai ter quase 400 milhões de clientes.

A Vodafone chegou a acordo para realizar uma fusão entre a unidade na India e empresa local Idea Cellular. A união vai criar a líder mundial no país, com 395 milhões de clientes, sendo que a empresa será também uma das maiores operadoras de telecomunicações móveis do mundo.
A empresa britânica terá 45,1% da nova empresa, tendo acordado alienar uma posição de 4,9% na empresa ao bilionário indiano Kumar Mangalam Birla. A holding deste empresário ficará com uma posição total de 26% na nova empresa, com o restante capital a ficar disperso em bolsa.
A nova companhia fica avaliada em 23,2 mil milhões de dólares e passará a liderar o mercado indiano em número de clientes, um lugar que até aqui pertencia à Bharti Airtel.
Com este negócio a Vodafone passa a liderar o mercado indiano com uma quota de 35%, ganhando presença numa empresa cotada e um encaixe de 592 milhões de dólares (pela venda da posição de 4,9%). Isto num mercado que tem gerado números negativos para a empresa.
A Vodafone já efetuou amortizações no valor de 5 mil milhões de dólares (em 2010 e 2016) para refletir a perda de valor da empresa e já injetou mais de 7 mil milhões de dólares na unidade indiana. Com esta fusão, a Vodafone deixa de consolidar diretamente a unidade indiana no seu balanço, garantido desde já uma descida substancial da sua dívida.

Esta fusão surge também como resposta à forte ofensiva da Reliance Jio no mercado de telecomunicações indiano. Esta empresa do bilionário Mukesh Ambani anunciou um investimento de 25 mil milhões de dólares no lançamento de um novo operador, que arrancou com tarifas bem abaixo das praticadas pela concorrência, tendo mesmo oferecido um período de seis meses de chamadas grátis.
As ações da Idea Cellular reagiram em forte alto ao anúncio desta operação (chegaram a subir 14%), mas inverteram para terreno negativo com os investidores insatisfeitos com os termos do negócio para a empresa indiana.

Março 2017

 

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