Retrato do Portugal Digital: Somos poucos na internet, temos a melhor banda larga e dos serviços mais caros

2017-03-13
Fonte: Sapo Tek
Foto por: Cortesia de jk1991 em FreeDigitalPhotos.net

Portugal continua a ser um dos países europeus com melhor nota no que se refere à digitalização dos serviços públicos e as empresas locais estão entre as que mais incorporam tecnologia e processos digitais, mas continuamos a ir pouco à internet.

Os dados são do Índice de Digitalidade da Economia e da Sociedade, um estudo europeu que todos os anos mede o nível de desenvolvimento digital da economia da região em várias vertentes. Portugal continua a ser um dos melhores alunos europeus no que se refere ao e-Gov, embora no último ano tenha perdido algum terreno nesta área. Mesmo assim, no ranking que avalia a disponibilização de formulários públicos pré-preenchidos é o quarto melhor país da Europa. Na disponibilização de serviços online também e na utilização dos serviços do Governo eletrónico somos o 9.º.
Mas quando olhamos para o outro lado da equação, continua a ser óbvio que há margem para melhorar. Portugal continua na cauda da Europa no que se refere ao acesso à internet, em termos gerais. Nesta análise o país surge apenas na 24.ª posição da tabela, em 28 analisados. Isso será a explicação para outras conclusões que mostram portugueses menos adeptos de alguns serviços digitais que a maioria dos restantes europeus, como o video on demand (22.ª), chamadas de vídeo (21.ª), serviços de banca online (24.ª) ou comércio eletrónico (24.ª).
Ainda assim, é curioso notar que Portugal continua a ser um dos mais avançados da região na subscrição de serviços de bana larga rápida, com débitos acima dos 30 Mbps, que nos últimos anos cresceu significativamente. Em 2016 surge em 4.º nesta análise, melhorando três posições relativamente a 2015. Já no preço, as notícias continuam a não ser animadoras e Portugal não consegue ir além da 23.ª posição da tabela, o que ainda assim reflete uma melhoria de duas posições face à análise anterior.
Mais otimistas voltam a ser os resultados apurados para as empresas, onde o tecido empresarial nacional aparece como um dos mais propensos à partilha de informação online (5.º) e à utilização de RFID (2.º).

Março 2017

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