Google recusa pagar pelo uso de conteúdos

2017-02-10
Fonte: Correio da Manhã/ Exame Informática
Foto por: Google

A Google considera que não deve pagar aos órgãos de comunicação social pela produção dos conteúdos que alimentam o motor de busca, afirmou no passado dia 15 de janeiro, em Lisboa Madhav Chinnappa no 4.º Congresso dos Jornalistas.

O Diretor de Notícias da Google para a Europa, África e Médio Oriente, que integrou o painel ‘A Viabilidade Económica e os Desafios do Jornalismo’, considera que "a Google News não é um agregador de conteúdos mas antes um amplificador de notícias". E o executivo da multinacional norte-americana acredita que todos os órgãos de informação querem fazer parte do índice daquela página. "Consideramos que o que de mais valioso esses meios recebem é o tráfego por ela gerada. E, se não estiverem de acordo, podem controlar como o motor de busca acede às suas notícias", diz ao CM. A sustentabilidade financeira é, neste momento, o principal desafio que se coloca aos órgãos de comunicação social a nível mundial. Madhav Chinnappa, no entanto, justifica que a Google News não dá dinheiro às empresas de media, porque a página não tem publicidade. "Acreditamos que o que fazemos nesse ambiente e a maneira como usamos as notícias está dentro da lei". Em 2015, a Google faturou em Portugal 70 milhões de euros e o Facebook 40 milhões, o que representou 78% das receitas digitais no nosso país, sendo que as duas empresas praticamente não têm presença física em Portugal e os impostos sobre este valor são pagos fora do País.

Google desiste dos drones da Internet
Houve tempos em que a Google chegou a sonhar em distribuir acessos à Net através de drones, mas esse projeto não vai chegar sequer a descolar. A gigante tecnológica confirmou ter desistido do projeto conhecido como Titan devido à complexidade técnica e aos custos exigidos.
Acabou a aposta nos drones da Internet, mas a perspetiva de distribuir acessos à Net pelos céus mantém-se. Segundo a 9to5 Google, a gigante de Mountain View vai continuar a trabalhar no projeto Loon que tem em vista o uso de balões para a expansão do acesso à Net em zonas mais remotas ou com menor cobertura das redes de telecomunicações convencionais.
O projeto Titan começou a ser desenvolvido em 2014 por uma empresa que viria a ser comprada pela Google. A meados de 2015, uma falha numa das asas de um veículo aéreo teve como desfecho um acidente aparatoso no deserto do Arizona. Desde essa altura, o projeto Titan pouco mais evoluiu e, no início de 2016, a maioria dos profissionais que trabalhavam naquela área foram recolocados noutros projetos. A Google não abandonou em definitivo os projetos com Drone: atualmente a companhia está a testar o uso de drones em serviços de entregas.

Janeiro 2017

 

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