Das telecomunicações para o controlo aéreo: Vodafone quer ajudar a gerir tráfego de drones

2017-01-16
Fonte: Sapo Tek
Foto por: Cortesia de Naypong em FreeDigitalPhotos.net

As operadoras de telecomunicações estão a procurar fincar pé no mundo dos drones. A Vodafone foi a primeira a declarar as suas intenções neste campo.

A empresa britânica está a considerar entrar no negócio da gestão do tráfego aéreo de drones, numa altura em que a regulamentação destes veículos não-tripulados está a conquistar cada vez mais destaque nas agendas políticas nacionais e europeias.
De acordo com o “Financial Times”, a Vodafone expressa o seu interesse na gestão da circulação de drones numa altura em que as autoridades europeias estão a procurar conceber um quadro legislativo para regular a operação destes aparelhos.
As estimativas apontam para que, em 2035, existam mais de 400.000 drones - tanto de uso comercial como operados por entidades governamentais - a sobrevoar zonas de elevada densidade populacional.
As informações indicam que a Vodafone apresentou uma proposta à Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA) na qual identifica os seus planos para acreditar, controlar e regular os veículos aéreos não-tripulados.
Citado pelo jornal britânico, o Diretor da Divisão de Drones da EASA acredita que as operadoras de comunicações móveis podem ser bastante úteis no desenvolvimento de sistemas de gestão e controlo destes aparelhos.
Embora os detalhes sejam ainda escassos, Yves Morier sugere que os planos da Vodafone neste campo contemplam a criação de um sistema de gestão “ambicioso” em que a intervenção humana é reduzida.
Como forma de atenuar os prejuízos sofridos por quebras nas receitas (derivadas de cortes nas taxas de roaming e da emergência de apps de comunicação), as operadoras têm vindo a expandir os seus horizontes e os drones são um mercado em franca ascensão que pode ser o remédio ideal.
Num futuro próximo, os veículos aéreos não-tripulados podem passar a ter cartões SIM integrados, tais como os nossos telemóveis, permitindo estabelecer redes de comunicação entre os vários drones que navegam pelos ares, reduzindo os riscos de colisão e outros acidentes.
Recorde-se que, em Portugal, a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) emitiu um conjunto de normas que visam regular a circulação de drones. Quem não cumprir as regras pode incorrer numa multa de até 2.500 euros.

Dezembro 2016

 

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