IoT vai movimentar US$ 300 mil milhões até 2020 e conectar mais de 20 mil milhões de dispositivos

2016-12-14
Fonte: Teletime
Foto por: Cortesia de andongob em FreeDigitalPhotos.net

Nas últimas semanas, a discussão sobre Internet das Coisas (IoT) tem ganho ampla visibilidade, especialmente quando se trata dos números astronómicos que envolvem o promissor segmento das telecomunicações.

 De acordo com o estudo Defining the Battlegrounds of the Internet of Things, realizado pela Bain & Company, até 2020 os fornecedores de tecnologia e fabricantes de dispositivos voltados à IoT devem movimentar US$ 300 mil milhões; 5 triliões de gigabytes de dados devem ser gerados anualmente em volta desse mercado; e 20 mil milhões de dispositivos estão previstos para estarem disponíveis nos próximos anos, de acordo com o material.
Por isso, executivos de todas as indústrias têm tentado, cada vez mais, entender como podem entrar no mercado da IoT, onde as suas empresas estão localizadas nesse meio e quais são os recursos necessários para vencer essa batalha acirrada.
"Em busca de um caminho certo para atingir esse objetivo, muitas empresas ainda estão perdidas. Apesar de algumas já terem investimentos vultosos nesse segmento, planos completos ainda são incipientes. Para que as corporações entendam melhor os empecilhos para uma visão clara a respeito desse assunto, recomendo como ponto de partida que os executivos entendam quais são os principais 'campos de batalha' a serem enfrentados, como a dinâmica das diferentes plataformas vai moldar a competição e rentabilidade, além de assimilar quais as barreiras que existem na adoção da IoT", analisa Frederic Declercq, sócio da Bain & Company.
Em relação ao público consumidor, a análise realizada pela Bain & Company revela que conforme os provedores de plataformas móveis estendem as suas pesquisas para casas inteligentes, carros e outros aspetos da vida do seu público, muitos fabricantes de hardware e software vão encontrar seu "lugar ao sol". Players de sucesso vão investir na aprendizagem de quais plataformas oferecem as melhores oportunidades – dependendo da região, alvo de mercado e recursos. Criar a viscosidade e abrir caminho para os consumidores de diversos segmentos serão a chave para o sucesso.
"As demandas do público consumidor trarão grande impacto para as empresas, na medida em que, com a conexão crescente dos equipamentos industriais e empresariais com os dispositivos, muitas empresas experientes procurarão formar parcerias, tanto para melhorar as suas funções (especialmente em análises e segurança) como para adquirir experiência em indústrias adjacentes, moldando padrões para ajudar suas as plataformas a terem êxito. Dada a diversidade de indústrias, é possível esperar uma ampla variedade de fornecedores de plataformas – que podem dividir características comuns, mas são adaptadas para usos particulares", diz Declerq.
Conectar dispositivos por meio de uma rede é algo recente, que fornece oportunidades para novos produtos e serviços: análises de ponta e serviços em tempo real vão se tornar cada vez mais importantes. Exemplos disso incluem monitoramento de pacientes em hospitais, controlo de qualidade em fábricas e melhor experiência de compra em lojas. Por isso, muitos negócios vão procurar relações de longo prazo com fabricantes de equipamentos de rede e fornecedores de telecomunicações para capitalizar as oportunidades que surgirem. Por outro lado, as companhias de telecomunicações vão querer capitalizar sobre a proliferação de dispositivos e aplicativos, vendendo serviços ligados à fácil localização, autenticação e conexão para todos os dispositivos remotos necessários, bem como a administração do ciclo de vida dos aparelhos, o que inclui manutenção e upgrades desses dispositivos complexos e redes de sensores.
"Trata-se de um grande mercado, com potencial ilimitado de crescimento, e compreender como ele funciona e quais as formas mais eficazes de investir nele é decisivo para as empresas que querem despontar como protagonistas. De entre os segmentos que consideramos relevantes nos estudos realizados na Bain, destacamos robôs, drones e direção autónoma, que estão entre os campos férteis para todas as aplicações de IoT. Startups e empresas experientes estão se movendo rapidamente para capturar essas oportunidades, nas quais as lideranças atuais da indústria podem importar menos do que outros aspetos. Por exemplo, carros têm uma longa história de ser vendidos na experiência de test drive, mas isso pode ser menos importante do que a confiabilidade e segurança para vender veículos autónomos. Serviços em tempo real e tecnologias – como visão computadorizada e aprendizagem com máquinas – serão importantes diferenciais para o sucesso", finaliza o executivo.

Dezembro 2016

 

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