Web Summit: Acelerador de Ideias fica três anos em Portugal

2016-11-15
Fonte: RTP
Foto por: Web Summit

Web Summit 2016. 20 mil empresas estão presentes. 240 são portuguesas. Esta cimeira é espaço de excelência para promover e acelerar novas ideias em direção ao mercado.
Algumas delas surgiram de um desafio lançado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia aos estudantes e investigadores do ensino superior.

"O Estado deve estimular e sobretudo das as condições de base para que tudo possa acontecer. Apostar no ensino e na investigação nas universidades e politécnicos", afirmou no Jornal 2 a Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
O Resultado do desafio lançado: Fachadas verdes que isolam o som, a temperatura e a radiação ultravioleta, reduzindo os gastos energéticos. Um dispositivo para os ciclistas que responde aos seus movimentos. Uma comunidade que ajuda alunos Erasmus a encontrar um quarto. Um capacete com um jogo para crianças com Défice de Atenção.
"Há ideias válidas, o que o Estado deve fazer é criar o ambiente propício para que elas se possam exprimir", diz Fernanda Rollo que diz que no "Ideas.PT2016 os prémios passavam pela possibilidade de trabalho com a Agência Nacional de Inovação por forma a transformar essas ideias em empresas".
De resto a governante lembra que muitas das Startup's existentes no país surgiram primitivamente de projetos de investigação universitária que incubaram e foram ajudados a maturar.
A Web Summit é um dos maiores eventos mundiais na área das novas tecnologias e o maior no género jamais realizado em Portugal. 53 mil participantes, de 167 países e esteve em Lisboa.
António Costa diz que Portugal se quer afirmar como país para empreendedores. Aposta numa estratégia de apoio às empresas inovadoras sem medo de que muitas possam falhar.
O desafio das Startup's é sobreviver aos primeiros anos. Um estudo da consultora D&B sobre a realidade portuguesa entre 2007 e 2015 ostra que transformar uma boa ideia num negócio de sucesso durável acontece apenas num terço dos casos.
Em Portugal nascem 100 destas empresas todos os dias.
Mais de 16 mil dos 90 mil empregos criados no país este ano nasceram com elas.
O apoio a estas empresas em Portugal passa por um novo fundo. Chama-se "200M". Foi anunciado pelo Primeiro-ministro no arranque da Venture Summit, uma sessão paralela à Web Summit, reúne mais de 700 investidores e cerca de 1400 empresas em busca de financiamento para lançarem produtos no mercado.
O "200M" são 200 milhões de euros de fundos do Portugal 2020 a que se juntam mais 200 milhões cofinanciados por privados.
O programa arranca até ao final do ano. Está aberto a investidores portugueses e estrangeiros. São estes e não o Estado, ou qualquer agência, a escolher os projetos em que vale a pena apostar.
Atentos às palavras do Primeiro-Ministro sete mil presidentes e responsáveis de empresas. Para conversar com quem se lança nos negócios estão decisores de gigantes como a Coca-Cola ou a Cisco, o Facebook ou a Amazon, a Logitech ou a Renault.
O mega evento fica em Portugal até 2018. O país investe 1,3 milhões em cada edição. O retorno direto (por via da hotelaria e restauração) está estimado possa situar-se, só este ano, entre os 175 e os 200 milhões de euros.

Novembro 2016

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