CTT vão lançar a “Uber das encomendas”. App chega “ainda este ano”

2018-10-11
Fonte: ECO/ CTT – Correios de Portugal

Os CTT querem lançar ainda este ano um serviço de entregas rápido que a empresa considera ser a “Uber das encomendas”. Trata-se de uma aplicação através da qual o utilizador poderá chamar um estafeta, que passa por um local para recolher o objeto e o entrega no destino definido pelo cliente. Dependendo do tipo de serviço escolhido, a entrega pode decorrer em uma ou duas horas, ou no período do decorrer do dia.

Esta informação foi revelada ao ECO por Alberto Pimenta, diretor da área de comércio eletrónico dos CTT. “Vai ser um piloto comercial que vamos lançar ainda este ano, na cidade de Lisboa. É um serviço que vai estar assente em duas apps, para Android e iOS, em que o estafeta também vai ter uma app“, afirmou, em entrevista.
Questionado sobre quem são os concorrentes desta nova aplicação dos CTT, Alberto Pimenta preferiu falar em “fatores diferenciadores”, mas não escondeu as semelhanças do novo conceito desenvolvido pelos CTT com os modelos da UberEATS e da Glovo, cada um com a sua especialidade.
Vamos focar-nos mais nas entregas ocasionais e também ligadas à integração com plataformas de comércio eletrónico. Vamos prestar um serviço de estafeta, entrega de encomendas, documentos, compras no B2B [negócios entre empresas], compras no B2C [negócios particulares], ou seja, aquilo que é a nossa natureza e que, dentro das encomendas, já fazemos”, disse Alberto Pimenta.
Ainda que tencione recorrer inicialmente aos estafetas próprios, os CTT não descartam vir a aceitar que outras pessoas trabalhem para o serviço. Poderá recorrer a estafetas externos ou freelancers, como funcionam outras aplicações de entregas rápidas já presentes no mercado português.
As entregas rápidas ou instantâneas são uma tendência cada vez maior no mercado. A empresa está consciente disso, pelo que este novo serviço é uma aproximação da empresa, que não pretende ficar para trás numa área que lhe diz muito. “É um desafio para qualquer operador, o same day“, desabafou Alberto Pimenta, classificando-a como uma palavra-chave que deve estar no “horizonte” de qualquer operador.
Desde há dez anos até hoje, e se olharmos para os gráficos da evolução dos tempos de entrega e como evoluíram os preços, há aqui uma tendência inexorável: cada vez mais, as entregas têm de ser feitas em tempos cada vez mais curtos e a preços cada vez mais baixos”, frisou o diretor de e-commerce dos CTT.
Com a queda do tráfego do correio, a empresa tem implementado uma estratégia de foco no negócio do Expresso e Encomendas, que já pesa cerca de 20% do negócio dos CTT. O correio ainda pesa cerca de 70%, segundo números de Alberto Pimenta. “O futuro dos correios vai passar pelas encomendas e pelo expresso, muito alavancado pelo comércio eletrónico”, concluiu o diretor.

CTT participam na Semana Europeia da Mobilidade
Os CTT marcam presença na Semana Europeia da Mobilidade, através de várias ações que decorreram a 22 de setembro, sábado, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Reforçando a filosofia de sustentabilidade da Empresa os CTT tiveram em exibição os principais veículos elétricos da frota da Empresa: o VEdur, conhecido como OVO (desenvolvido em conjunto com a startup OUO Mobility) o Paxter e o Ligier. Os CTT terão disponíveis, para miúdos e graúdos, um circuito de gincana em bicicletas elétricas, com perguntas relacionadas com Ambiente e a Empresa.
No local esteve também um Marco de Correio e foram disponibilizados postais alusivos à mobilidade, com imagens dos veículos elétricos dos CTT, que os visitantes podem enviar, sem custos.
Os veículos em exposição fazem parte da frota elétrica dos CTT, atualmente a maior do país, com 353 veículos e em constante expansão. Atualmente, 10% da frota dos CTT é movida a combustível não fóssil.
Os CTT utilizam eletricidade com origem 100% renovável em todos os consumos da empresa, matéria em que os CTT são pioneiros em Portugal.
Estas políticas sustentáveis permitiram aos CTT reduzir a sua pegada carbónica em 64% entre 2008 e 2017. Entre 2010 e 2017 as poupanças acumuladas na fatura energética dos CTT atingiram os 15 milhões de euros.

Setembro 2018

 

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