Número de estabelecimentos dos CTT sobe para 2.368 em setembro de 2017

2018-04-13
Fonte: Observador/ CTT – Correios de Portugal
Foto por: CTT – Correios de Portugal

Segundo a ANACOM, "o número total de estabelecimentos postais [em setembro de 2017] apresenta um ligeiro crescimento face ao final de 2014", estando em linha com os objetivos dos CTT.

O número de estabelecimentos postais em funcionamento e geridos pelos Correios de Portugal — CTT, em setembro do ano passado, era de 2.368, ligeiramente mais do que em 2016, informou esta terça-feira a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM).
Segundo o relatório publicado no site da ANACOM, referente ao terceiro trimestre de 2017, “estavam em funcionamento 2.368 estabelecimentos postais, dos quais 608 estações de correio fixas, três estações móveis e 1.757 postos de correio”. No final do terceiro trimestre de 2016, este número era de 2.339.
Segundo o regulador de telecomunicações, “o número total de estabelecimentos postais [em setembro de 2017] apresenta um ligeiro crescimento face ao final de 2014, estando em linha com os objetivos de densidade da rede postal e de ofertas mínimas de serviços fixados por decisão da Anacom”. Tais objetivos foram fixados a 28 de agosto de 2014 e apontavam para um número mínimo de 2.296.
Com base exclusivamente na informação reportada pelos CTT, no terceiro trimestre de 2017 foram atingidos por este operador os objetivos de densidade da rede postal e de ofertas mínimas de serviços”, acrescenta o regulador.
No que toca à distribuição geográfica destes espaços, 96% (mais do que o objetivo, que era de 95%) estavam até seis mil metros da população portuguesa.
Por seu lado, 95,9% da população residente em áreas urbanas distava, no máximo, quatro mil metros do estabelecimento postal mais próximo, enquanto 97% da população residente nas áreas rurais distava, no máximo, 11 mil metros do estabelecimento postal mais próximo. Ambas as percentagens estão “acima do objetivo”, que era de 95%.
Na nota publicada na sua página na internet, a ANACOM aponta que, “no plano internacional, tendo em conta os dados disponíveis na União Postal Universal sobre a rede de estabelecimentos postais fixos dos prestadores de serviço universal nos Estados-Membros da União Europeia, referentes a 2016, a situação em Portugal é ligeiramente favorável em termos de índice de cobertura e em termos de índice de densidade populacional, face à média [dos países], excluindo Portugal”.
Acresce que, em Portugal, “a percentagem de estabelecimentos postais que são geridos por terceiros é superior à média da União Europeia”, adianta o regulador.

CTT cumprem Indicador Global de Qualidade de Serviço em 2017
Os CTT asseguram, enquanto concessionários do Serviço Postal Universal, os padrões de qualidade de serviço e cobertura de rede previstos na Lei e no Contrato de Concessão.
Relativamente ao ano de 2017, os CTT cumpriram uma vez mais o Indicador Global de Qualidade de Serviço, tendo atingido um valor de 110,1, superior ao objetivo definido de 100.
Este indicador global, que engloba 11 indicadores específicos, é dos mais abrangentes em termos de diversidade de critérios a nível europeu, englobando diversas componentes relativas à entrega de correio e também o tempo de fila de espera no atendimento.
Em 2017, os CTT aumentaram o número de indicadores acima do objetivo e corrigiram a performance de um indicador relacionado com o correio normal (o único inferior ao mínimo em 2016), tendo um dos indicadores relacionados com o correio azul e um dos relacionados com o correio transfronteiriço (que não depende exclusivamente dos CTT) passado a estar abaixo do mínimo. Os indicadores mais relevantes, relacionados com correio normal, correio registado, encomendas e tempo de atendimento, foram cumpridos.
CTT aumentaram o número de indicadores acima do objetivo face a 2016.
O mercado de serviços postais, extremamente desafiante fruto da queda estrutural dos volumes de correspondências, encontra-se liberalizado, podendo qualquer empresa nele operar.
Os CTT não recebem qualquer compensação por ser o prestador do Serviço Postal Universal.
É fundamental desenvolver em permanência um modelo de sustentabilidade de longo prazo para o sector de serviços postais e para o Serviço Público, dado que o volume de correspondências tem estado numa contínua diminuição desde 2001, sendo hoje cerca de metade do número de cartas enviado naquele ano (cerca de 700 milhões de correspondências em 2017, cerca de 1400 milhões em 2001). Esta fortíssima redução é consequência da digitalização da sociedade e da economia, verifica-se em Portugal como em todos os países europeus e noutras partes do mundo e tem vindo a impor uma profunda transformação de todos os operadores postais.
Os CTT têm vindo a desenvolver uma estratégia de transformação do seu negócio para garantir a qualidade, a eficiência e a sustentabilidade de longo prazo da empresa, quase a completar 500 anos e empregando mais de 12 000 pessoas.

Março 2018

 

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