NOS cresce em clientes, lucros e receitas em 2016

2017-03-13
Fonte: APDC

A NOS bateu em 2016 recordes em número de clientes e de receitas. A crescer acima do mercado, graças ao investimento na inovação, na cobertura de rede e na oferta de produtos convergentes, o grupo liderado por Miguel Almeida antecipa mais reforços para este ano, embora a um ritmo mais lento. O CEO da empresa garante que mantém a aposta na geração de valor a longo-prazo. Para já, vai aumentar o retorno aos acionistas, com a administração a propor um dividendo por ação de 20 cêntimos, mais 25% que no ano anterior.

2016 foi mais uma etapa, que concluímos com bastante sucesso, num caminho que percorremos há três anos, depois de termos apresentado em 2014 a nossa estratégia de forma transparente. Temos mantido os compromissos que assumimos na altura”, começou por dizer Miguel Almeida na apresentação dos resultados anuais do grupo.
Para o gestor, “por detrás desta estratégia estava a ambição clara de crescer quota de mercado e reforçar a posição competitiva da NOS”. O que foi possível dois anos antes do previsto, já que o grupo alcançou no terceiro trimestre do ano passado os 30,2% de quota de mercado em termos de receitas de serviços, de acordo com números oficiais do regulador, o que estava previsto para 2018, num “sucesso que até a nós nos surpreendeu”. Este reforço ficou bem acima da média do mercado no ano passado, que terá registado um aumento de apenas 0,8%, apresentando no entanto a primeira subida em cerca de 10 anos.
No total, a NOS alcançou em 2016 receitas de exploração consolidadas de 1,515 mil milhões de euros, mais 4,9% que um ano antes, ultrapassando assim a fasquia dos 1,5 mil milhões. Deste valor, 95% é representado pelo negócio de telecomunicações, que subiu 5,1%, graças ao reforço em todas as áreas de negócio. Mas também nos Cinemas e Audiovisual se reforçou em 2,9%, sendo que a área de Cinema subiu 2,9%, para 60,2 milhões de euros, e as receitas de audiovisuais 0,5%, para 71,6 milhões de euros.
O resultado líquido consolidado foi de 90,4 milhões de euros, com um crescimento de 9,3% face a 2015. Já o resultado líquido antes de resultados de empresas associadas e joint-ventures e interesses não controlados subiu 21,6%, para 95,9 milhões de euros.
O EBITDA também subiu 4,4%, para 556,7 milhões de euros, com a margem EBITDA a atingir 36,7%. No negócio de telecomunicações, o crescimento do EBITDA foi igualmente positivo com um incremento de 4,4% para 506,7 milhões de euros.
O grupo continuou ainda a investir em força. O CAPEX total atingiu 392,7 milhões de euros, tendo reforçado a cobertura da sua rede de fibra em FTTH a mais 163,8 mil casas, elevando a cobertura desta infraestrutura em 500 mil casas desde 2014, para um total de 3,764 milhões de casas passadas, ficando o grupo com a maior cobertura de RNG no mercado nacional. No final de dezembro, a dívida financeira líquida situou-se nos 1.112 milhões de euros, 2x o EBITDA, um rácio conservador face às congéneres do setor, com uma maturidade média de 3,15 anos.
Em termos operacionais, a empresa alcançou o valor mais alto de sempre se serviços prestados: 9,077 milhões, mais 7,2% que um ano antes. Com um crescimento transversal a todos os segmentos: televisão paga, comunicações móveis, internet e telefone fixo. As adições líquidas foram de 611,9 mil.
No móvel, foi batido o recorde de subscritores - 4,456 milhões, com adições líquidas de 332,6 mil novos clientes e uma quota de mercado de 24%, tendo em conta os números do regulador para o 3º trimestre de 2016%. Na TV paga as subscrições cresceram 3,7% para 1,6 milhões, com adições líquidas de 56,8 mil clientes, o que segundo o grupo, veio reforçar a sua posição de liderança. Detinha uma fatia de 43,5% do negócio. Já na banda larga fixa e telefone fixo, os reforços foram de 10,5% e 6,2%, para 1,265 milhões e 1,725 milhões de subscritores, respetivamente., com quotas de 37,2% e de 37,5%.
Foi ainda destacada a atividade nos serviços empresariais, que aumentou 133,5 mil face a 2015, atingindo 1,418 milhões de serviços, mais 10,4%. O grupo reforçou a sua quota no segmento de grandes empresas, quer no setor público quer privado, e no segmento das PME.
A procura de produtos convergentes é cada vez maior. O número de clientes convergentes aumentou 15,1% para 680,2 mil no final de 2016, representando 45,8% do total da base de clientes de acesso fixo, acima dos 41,9% verificados no final de 2015. Também nos dados móveis se verificou um forte incremento no tráfego gerado, alavancado pelo aumento da penetração de smartphones, que já representam cerca de 70% do total de terminais (62% uma no ano antes), sendo que destes 48% eram smartphones 4G. No consumo de dados houve um aumento de 133% para uma média de 1,016 MB/mês, elevando-se esta média a 1,315/mês quando são utilizados terminais equipados com 4G.

Março 2017

 

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