XXVIII Fórum AICEP das Comunicações Lusófonas 2020, Praia (Cabo Verde)

Data: 2020-11-01
Localização: Praia, Cabo Verde

O XXVIII Fórum AICEP das Comunicações Lusófonas 2020, sob o tema "As Pessoas e o Trabalho na Economia Digital”, realizar-se-á no próximo mês de Novembro (data a designar), no Hotel Oásis Atlântico Praiamar, na cidade da Praia (Cabo Verde), conforme respetivo programa a divulgar oportunamente.

Este evento vai reunir Presidentes, CEO’s, Administradores, Altos Diretores e outros Dirigentes das empresas operadoras de Comunicações (Correios e Encomendas, Telecomunicações e Conteúdos de Televisão) e dos Órgãos Reguladores do Sector Membros da AICEP, dos 9 Países e Territórios de Língua Oficial Portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) que constituem o universo desta importante Associação Internacional.
O sector das comunicações desenvolve-se a um ritmo sem precedentes e nunca visto, estando-se a viver um dos mais extraordinários e transformadores tempos na História da Humanidade.
A ubiquidade do digital na sociedade dos nossos dias há muito que deixou de ser uma opção na transformação dos modelos de negócio e dos negócios em si. A transformação interna tornou-se imperiosa para que as organizações se possam reinventar e se apresentar sob uma nova dinâmica, atraindo novos clientes e competências e conquistando espaços de oportunidade que o digital traz consigo.
As fronteiras geográficas e de mercado esbatem-se e a estratégia de mercado tem que ser profundamente revista independentemente da área de atuação. Desde o modelo de negócio, aos processos, até ao portfólio, toda a cadeia de valor de uma organização deve, em jeito de conformidade com o futuro, estar totalmente alinhada com as principais tendências tecnológicas.
Mas uma questão que, muitas vezes, se nos coloca a todos é se neste contexto de mudança e nesta transformação para o digital não haverá lugar para nós, pessoas, se não haverá lugar para a Humanidade e se somos nós que estamos a conduzir toda esta mudança e transformação ou se estamos a ser conduzidos pela mesma.

A resposta é inequívoca: o sucesso da Economia Digital depende das pessoas e tudo aquilo que não pode ser digitalizado ou automatizado será extremamente valioso. Criatividade, imaginação, intuição, emoção, ética são características humanas, entre outras, que não podem ser digitalizadas e automatizadas e serão ainda mais importantes e valiosas no futuro. As máquinas são muito boas em simular, mas não em ser. A tecnologia representa o “como” desta mudança e desta transformação para o digital; mas o Homem representa o seu “porquê”. As pessoas são onde a verdade e o valor duradouro são criados, devendo nós abraçar a tecnologia, mas não nos transformarmos na tecnologia.
As pessoas são o coração da competitividade e do crescimento na era da tecnologia inteligente e começam hoje a olhar para o trabalho, para o emprego, para as profissões e, assim também, para as organizações de uma forma diferente do passado. As novas formas de organização do trabalho já não passam pelos horários rígidos; o salário, sendo relevante, já não é necessariamente o mais importante, sendo mais valorizados benefícios como a proteção na saúde, a flexibilidade na prestação do trabalho, no local e no seu modo. Como também já não é tanto valorizado o tipo de vínculo laboral e o “emprego para a vida”, mas sim a natureza do trabalho e dos projetos e de que forma isso pode enriquecer as pessoas como profissionais. A Era Digital é também a Era dos Nómadas Digitais e das novas formas de trabalho, tais como o “telecommuting”, o “remote work” e o “job sharing”.
Desta forma, sob pena das organizações serem ultrapassadas pelos acontecimentos, aceitar simplificar, digitalizar e proporcionar aos profissionais as ferramentas necessárias ao seu crescimento, dotando-os das adequadas competências internas é absolutamente crítico.
Como também é determinante um apelativo “employer branding” com a qual a comunidade se identifique; um “footprint” que aposte em áreas como a responsabilidade social, a sustentabilidade, a pegada ecológica, a diversidade e a proximidade local, bem como uma abordagem das organizações representativas dos trabalhadores que esteja à altura dos desafios desta nova economia e que corresponda às expetativas das pessoas.
De tudo isto vai falar-se no XXVIII Fórum AICEP das Comunicações Lusófonas 2020, o qual, para além das sessões protocolares de abertura e de conclusões e encerramento, está organizado em quatro painéis temáticos: “A Economia Digital e o Emprego”; “As Novas Tecnologias e o Trabalho”; “As Pessoas e o Futuro do Trabalho” e “A Mudança das Organizações”.
Com a presença dos líderes dos operadores e das autoridades reguladoras membros da Associação Internacional das Comunicações de Expressão Portuguesa (AICEP), de inúmeros outros participantes e convidados, e de entre estes, de membros do Governo de Cabo Verde e de representantes diplomáticos dos diversos Países de Expressão Portuguesa representados nesta Associação Internacional, vão ouvir-se vários especialistas e proceder-se a um intenso trabalho de reflexão e debate sobre temas que não poderiam ser mais oportunos para o setor das Comunicações, constituindo o debate que se irá fazer um contributo essencial para analisar o rumo que deve ser seguido para acompanhar a (r)evolução digital que estamos a assistir e a viver.
Este contributo para a Sociedade das Comunicações e do Digital é uma missão em que a Associação Internacional das Comunicações de Expressão Portuguesa (AICEP) se revê e em que se empenha permanentemente.